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Calendário Lunar 2º semestre de 2017

Calendário Lunar 2017

Lua Nova ○ 21 /agosto 2017
Lua Cheia ● 06 /setembro 2017
Lua Nova ○ 20 /setembro 2017
Lua Cheia ● 05 /outubro 2017
Lua Nova ○ 19 /outubro 2017
Lua Cheia ● 04 /novembro 2017
Lua Nova ○ 18 /novembro 2017
Lua Cheia ● 03 /dezembro 2017
Lua Nova ○ 18 /dezembro 2017

Assim como os ciclos lunares possuem forte influência nas marés, eles exercem influência também no nosso corpo e consequentemente no nosso comportamento.

Através da prática de Yoga nos mantemos mais atentos e conectados com a natureza, facilmente percebemos a agitação provocada pela lua cheia e a calmaria da lua nova, por isso é importante se observar e principalmente respeitar esses picos de energia provocados pela mudança da lua.

As fases lunares são determinadas pela posição da Lua em relação ao Sol e a Terra.

Para quem observa os ciclos lunares, fica claro que eles influenciam a vida em nosso planeta e também o nosso comportamento, geralmente ficamos mais ativos, excitados e obstinados com a chegada da Lua cheia. Entende-se que seria o momento de ápice da energia vital (Prana) que se concentra neste momento na cabeça, comparativamente com o ciclo respiratório seria o final da inspiração.

Na Lua nova a tendência é oposta, estaríamos mais aterrados com a energia voltada para baixo, criando um estado mais calmo e avesso a atividades físicas.

O fundamento desta prática, além de se tratar de uma tradição em algumas correntes de Yoga na Índia, vem de que nosso corpo tem aproximadamente 70% água e, portanto, estaria exposto e influenciado pelos ciclos lunares, como as marés ou as colheitas.

Como vivemos na loucura da cidade, afastados dos ciclos naturais, onde muitas vezes mal vemos a Lua, ou sabemos em que período está no momento, acabamos por não notar as influencias desta e perdemos a chance de entender porque estamos neste ou aquele estado mental.

A prática do Yoga busca nos colocar em um estilo de vida mais harmônico com os ciclos naturais da vida, busca nos tornar mais sensíveis e conscientes de nossos estados mentais, e para isso a resguarda dos dias de lua pode ser uma ferramenta para ficarmos mais atentos a nossa consciência.

Aproveite os picos da Lua Cheia e Nova para descansar e mantenha-se atento ao seu estado mental e emocional, isso pode ensinar muito sobre nós mesmos.

Namaste

texto de  Tatiane Fernandes

Tatiane Fernandes

Teve seu primeiro contato com o Yoga em 1996. Desde 2007 está a frente de Shanti Yoga Studio em Campo Grande - MS.

http://www.shantiyogastudio.com.br/

Um espaço bonito, agradável e bem preparado para usufruir com plenitude das diversas possibilidades que existem no Yoga. 

Onde oferece práticas de Yoga, Terapias, Cursos de Formação entre outras atividades e Eventos.

Coleção MahaDevi

Mahadevi traduzido do sânscrito significa  “Grande Deusa” ou a “soma de todas as Deusas”.

Mahadevi representa essa junção que nada mais é a união de todos os aspectos femininos. Uma energia muito forte e poderosa puramente femininas e que existe no interior de cada um.

A coleção MahaDevi é uma referência a todos esses  aspectos femininos, procurando valorizar e enaltecer ainda mais a figura feminina.  Embelezando e trazendo à vista todas as qualidades, belezas e sensações através das roupas e peças exclusivamente desenvolvidas para a prática de Yoga, pilates com conforto e bem estar.

Novas texturas, modelos, cores, estampas e padronagens fazem parte deste novo universo, desta nova coleção.

Inspire-se e desperte suas deusas.

Namaste

FOGO por Andrea Porto

FOGO

Sentar em volta da fogueira e ver o dançar e crepitar das chamas.
Agni, línguas de fogo dançantes que digerem alimentos, emoções;
transmutando em energia para o movimento, pensamento, realizações.
Plexo solar com energia pessoal em abundancia para viver plenamente no mundo.
Devi por Andrea Porto
Fogo que esquenta, cozinha, queima, muda a forma, transforma.
Milhões de fogueiras unidas, potencializadas para nos energizar de fora para dentro
na forma do sol do universo.
Saúdo Surya, Surya namaskar,
reverencio Agni, o fogo interior que habita o plexo solar de cada um,
irradiando de dentro para fora uma luz amarela dourada, unindo
com a radiância  solar do universo,
deixando o calor provocado pelo movimento
transformar, suar, transmutar todo o ambiente em volta, no sentido de purificar e harmonizar.
Jogando no fogo tudo aquilo que não precisamos mais, para que possamos transmutar em luz;
luz que bate na retina e permite vermos mais claramente, iluminando nossa visão.
Vendo de cima como o Sol a cidade das jóias interiores, lugar das preciosidades,
guardadas dentro do plexo solar, brilhando amarelo dourado de dentro para fora como ouro,
se fundindo com a luz do Sol do universo, como seres solares que somos.
Iluminando a cada nascer, as florestas, flores, frutos, a cada amanhecer.
Se recolhendo ao entardecer em tons amarelos, dourados, refletindo na água, na terra;
Para nascer do outro lado do mundo, neste ritmo que ocorre todos os dias a milhares de anos.
E ao anoitecer, quando vem a escuridão, volto a sentar em volta da fogueira,
vejo a luz do fogo refletida no seu olhar, iluminando nossas vidas, nossas almas,
as chamas sobem, mais alto, mais alto;
iluminando nossas vidas nossas alma.
Agnaye Swahá: ao Fogo eu entrego.
por Andrea Porto Ferreira
Andrea Porto Ferreira

Embaixadora Devi
Embaixadora Devi
Embaixadora Devi
Andrea Porto Ferreira trabalha com a educação do movimento humano há 32 anos e atualmente dirige o Yogashala.

 Formou-se em Educação Física pela UFSC. Esteve na China onde completou seus estudos em Qigong, pelo Instituto Internacional de Medicina Chinesa. Morou nos EUA onde fez sua formação de Yoga no Kripalu Center for Yoga and Health, se formou em Dinâmica Espacial pelo Spatial Dynamics Institute e fez mestrado em Pedagogia Waldorf na Antioche New England Graduate School, se especializando nos três primeiros anos de vida.

 Ministrou aula de Yoga nos Estados Unidos em hospitais, clubes e universidades, foi docente no Departamento de Saúde do Middlex Comunity College onde ministrou a disciplina Anatomia e Fisiologia do Yoga. Leva grupos à Índia para viagem de cultura e conhecimento.

 Ministra aulas de yoga no Yogashala a mais de 15 anos, onde atualmente ocupa o cargo de diretora da escola. 

www.yogashala.com.br

ÁGUA por Andrea Porto Ferreira

O oceano não recusa rio algum…
Rio que corre em direção ao mar.
A Lua reflete no mar,
influencia as mares,
que dirá nosso corpo que é repleto de água.
Sangue que corre pelas veias como rios de energia.
Prana que corre pelas nadis, energia sutil que flui, flui para o centro da saúde do organismo, pro Hara, pro Tantien,
armazenando energia como uma casa de força vital.
Onde nosso pensamento está é onde nossa energia está.
Casa das emoções, de onde flui capacidade de criação de uma outra vida,
fluxos femininos e masculinos se unindo na criatividade de um novo ser.
Lua crescente refletindo no mar, sabor de água salgada, sabor de beijo molhado.
Fluindo prana da cachoeira límpida que cai.
Cai dos céus a água da chuva, que inunda de prazer o banho de rio, de piscina natural.
Limpando todas as emoções ao mergulhar num choro torrencial de limpar a alma e nos deixar calmos, tranquilos como a imensidão do mar depois que a tempestade passa.
O cisne de Sarasvati desliza sobre o lago, mergulha o bico na água, filtrando o Lodo, purificando, tornando-a bebível.
Como Sarasvati mergulhando no lago do conhecimento, filtrando os ensinamentos para que os professores, músicos, artistas que há em cada um de nós, possa beber desta fonte e levar ao mundo a arte de criar , recriar a cada dia um novo fluxo, uma nova cor de energia, como o laranja, rosa, avermelhado do por do sol, que inunda o centro da saúde do nosso ser e nos permite fluir com os ritmos da vida, repletos de energia vital, em direção ao oceano infinito, que não recusa rio algum.
Andrea Porto Ferreira
Andrea Porto Ferreira

Embaixadora Devi 

Andrea Porto Ferreira trabalha com a educação do movimento humano há 32 anos e atualmente dirige o Yogashala.

 Formou-se em Educação Física pela UFSC. Esteve na China onde completou seus estudos em Qigong, pelo Instituto Internacional de Medicina Chinesa. Morou nos EUA onde fez sua formação de Yoga no Kripalu Center for Yoga and Health, se formou em Dinâmica Espacial pelo Spatial Dynamics Institute e fez mestrado em Pedagogia Waldorf na Antioche New England Graduate School, se especializando nos três primeiros anos de vida.

 Ministrou aula de Yoga nos Estados Unidos em hospitais, clubes e universidades, foi docente no Departamento de Saúde do Middlex Comunity College onde ministrou a disciplina Anatomia e Fisiologia do Yoga. Leva grupos à Índia para viagem de cultura e conhecimento.

 Ministra aulas de yoga no Yogashala a mais de 15 anos, onde atualmente ocupa o cargo de diretora da escola. 

www.yogashala.com.br

IMPRESSÕES SOBRE A PRÁTICA DE ÁSANAS por Tatiane Fernandes

             A filosofia do yoga vem sendo cada vez mais disseminada no ocidente como um instrumento para amenizar o dia-a-dia estressante do estilo de vida contemporâneo e também como um caminho de estudo e desenvolvimento espiritual. Apesar de ser uma filosofia que se originou na Índia há mais de 5 mil anos, hoje ela tem ampla difusão por meio de suas “formas” e posturas bonitas que fascinam o ocidente.

          A maioria dos ocidentais iniciam o contato com o yoga através da prática de ásanas, e começam a compreender esta filosofia a partir das mudanças que acontecem no corpo físico. Não que isso seja ruim, porém o yoga possui outros aspectos que também podem ser trabalhados nos primeiros contatos, como a meditação, os pranayamas, os estudos da sua filosofia e etc. O que devemos entender é que o yoga incorpora outras possibilidades de experiências além dos ásanas. Com o tempo de prática e estudos, vamos internalizando tais aspectos no nosso comportamento, na nossa saúde, na relação com os demais, no autoestudo e aos poucos vamos nos sentindo mais completos neste caminho.

         É muito comum a sensação de estranhamento e limitação nas primeiras aulas de yoga, já que são movimentos incomuns ao cotidiano. A vontade de realizar tais posturas é tamanha que o foco torna-se maior na “forma” e menor no processo, ultrapassando limites físicos ao sacrificar o corpo e a respiração para chegar na “postura final”. Segundo IYENGAR, “…ásana quer dizer postura, que é a arte de posicionar o corpo todo com uma certa atitude física, mental e espiritual” (2001, p. 94), portanto é necessário conectar corpo e mente e, deixar a ansiedade de lado para aproveitar o processo ao trazer presença e concentração na prática.

          Aceitar o limite do seu corpo e entender até onde é possível seguir na postura, respeitando sua respiração, os bandhas e os drishts é a melhor forma de trazer constância e continuidade na prática rumo a transformação interior. É bem provável que o aluno irá se deparar com seus padrões de comportamento, comparação com os demais colegas, assim como o apego ao resultado final da postura, porém tais fatores só aumentam o desequilíbrio do praticante. “A prática pode nos mostrar como desapegar-nos de nossas expectativas de que a vida deve desdobrar-se de um jeito específico” (VOLLMER, p. 65).

             Cada corpo possui uma história, um tempo e um processo, é fundamental respeitar essas características e trabalhar com paciência a prática física, mental e espiritual, para assim evitar futuras lesões geradas por tais influências.

            Devemos entender que o objetivo da prática não é ficar mais flexivel ou forte, no entanto, quando há foco e objetivo claros, tais benefícios surgirão como um resultado natural e fará o praticante sentir bem-estar, equilíbrio e saúde no organismo. “Quando o seu corpo, a sua mente e a sua alma estão sadios e em harmonia, você proporciona saúde e harmonia aos que estão à sua volta e ao mundo, não se alienando, mas sim, sendo um órgão vivo e sadio do corpo da humanidade” (IYENGAR, 2001, p. 39). Portanto esteja conectado, consciente e presente durante sua prática.

          Com o coração aberto e mente relaxada, em pouco tempo é possível perceber as transformações mais densas, seja no alinhamento do seu corpo, em alguma parte que tornou-se mais flexível ou solta, no equilíbro ou mesmo no seu estado de espírito. Ao manter a prática fluida, e a consciência no momento presente, você irá perceber o seu corpo forte e equilibrado e se sentir energeticamente bem e saudável.

          Uma prática de ásanas diária, naturalmente se expande para outras dimensões do yoga, como os yamas, nyamas, pranayamas, pratyahara, dharana, dhyana, samadhi e a partir desse pontos inicia-se um trabalho do yogui no caminho da sua essência.

          A beleza, sutileza e leveza do yoga se constrói com a prática diária, com muita dedicação e disciplina. Praticar ásanas dariamente é uma grande oportunidade de autoconhecimento e observação, levando para a vida quebras de padrões de comportamentos que conseguimos trabalhar no tapetinho, seja diante da dor ou do amor!

Tatiane Fernandes

Teve seu primeiro contato com o Yoga em 1996. Desde 2007 está a frente de Shanti Yoga Studio em Campo Grande - MS.

http://www.shantiyogastudio.com.br/

Um espaço bonito, agradável e bem preparado para usufruir com plenitude das diversas possibilidades que existem no Yoga. 

Onde oferece práticas de Yoga, Terapias, Cursos de Formação entre outras atividades e Eventos.

BIBLIOGRAFIA

IYENGAR, B. K. S. A árvore do ioga. São Paulo: Globo, 2001.

JOIS, S. K. P. Yoga Mala. Nova Iorque: North Point Press, 2002.

MIELE, L. Ashtanga Yoga. São Paulo: Blocker Comercial LTDA, 2009.

VOLLMER, M. Ásana e Lesões em Ashtanga Yoga.